As redes sociais: o que funcionou, onde e por quê

Este é o coração do relatório. Aqui os números do mês são abertos: publicação por publicação, mês contra mês, rede contra rede, tipo de conteúdo contra tipo de conteúdo. A pergunta de fundo é uma só: o que vale repetir, o que vale mudar e o que vale parar?

Métricas gerais (a lista de publicações)

Tabela com cada publicação do mês, o canal, a pauta e os números de impressões, interações, alcance e reações

A pergunta que responde: “O que cada publicação rendeu?”

É a lista completa, uma linha por publicação, dividida em quantas páginas forem necessárias (neste exemplo, três). Cada linha mostra a data, o canal (Instagram, Facebook…), a pauta (o assunto da publicação) e os números dela:

  • Impressões: quantas vezes a publicação foi exibida.
  • Interações: o total de reações (curtidas, comentários, compartilhamentos, salvamentos e cliques no link).
  • Alcance: quantas pessoas diferentes a viram.
  • Curtidas, comentários e compartilhamentos: as reações, separadas.

Por que importa: a média esconde. Uma lista mostra que, num mês de 25 publicações, três foram muito bem, quinze foram medianas e sete passaram em branco, e isso muda o que você pede à equipe.

Decisão que ajuda a tomar: descobrir padrões. As melhores publicações têm algo em comum, como o assunto, o formato (foto, carrossel, vídeo) ou o dia da semana? As piores também?

Leitura errada comum: “alcance 0 quer dizer que ninguém viu”. No exemplo, todas as publicações do Facebook aparecem com alcance 0 e, ao mesmo tempo, com impressões e interações. Isso não é possível na realidade: se houve exibição, houve alguém que viu. O zero quase sempre quer dizer que o alcance não chegou ao relatório (a rede não o informou ou ele não foi importado). Antes de concluir que o Facebook “não entrega”, pergunte à equipe se o alcance foi medido.

Evolução histórica

Três gráficos de linha, de impressões, seguidores e interações, ao longo dos últimos meses

A pergunta que responde: “Estamos melhorando ou piorando ao longo do ano?”

Três gráficos mostram a trajetória de até doze meses: impressões, seguidores e interações. A frase embaixo resume a distância entre o primeiro e o último mês. No exemplo: “Entre jan/26 e out/26, as impressões foram de 55.329 para 20.321 (-63,3%); as interações foram de 1.709 para 872 (-49%)”.

Por que importa: um mês ruim não é uma tendência. Só a linha mostra se a queda é um tropeço de um mês ou um declínio de meses seguidos, e se uma ação da organização (uma campanha, uma mudança de rotina) teve efeito duradouro.

Decisão que ajuda a tomar: ligar a curva ao que foi feito. Quando a linha mudou de direção, o que mudou na rotina naquele mês?

Leituras erradas comuns

  • “Seguidores 0 significa que a conta perdeu todos os seguidores.” Não. O número de seguidores vem de um registro que a equipe faz por conta própria, e não é importado junto com as publicações. Gráfico de seguidores zerado quer dizer que o número não foi informado. Peça à equipe para preencher.
  • “Subiu muito em um mês, logo é a nova normalidade.” Olhe pelo menos três meses seguidos antes de chamar de tendência.

Comparativo geral (mês contra mês)

Tabela comparando o mês anterior com o mês atual, com a variação em porcentagem e a tendência

A pergunta que responde: “Em relação ao mês passado, o que subiu e o que desceu?”

Cada linha é um indicador (impressões, alcance somado, interações, publicações, frequência semanal e, quando há site, visitas, visitantes e conversões). Cada coluna é um momento: o mês anterior, o período atual e a variação em porcentagem. A frequência semanal é a média de publicações por semana.

Acima da tabela há uma escolha de base: todas as publicações ou sem postagens anômalas. A segunda tira os picos atípicos (veja “Picos atípicos”, no panorama) para você comparar a rotina com a rotina.

Exemplo: impressões de 46.195 para 20.321 (-56%), publicações de 32 para 25 (-21,9%), frequência semanal de 7,5 para 5,6 (-25,3%).

Por que importa: o número solto não diz nada, e a variação diz o suficiente. Neste exemplo, as publicações caíram 22% e as impressões caíram 56%: a queda de exibições foi mais que o dobro da queda de volume. Publicar menos explica parte do resultado, mas não explica tudo. É aí que a conversa fica interessante.

Decisão que ajuda a tomar: separar o que se explica pelo volume (publicou-se menos) do que se explica pela qualidade ou pela distribuição (cada publicação rendeu menos).

Se a tabela traz a frase “Sem dados de Out/25: comparativo com o mesmo mês do ano anterior indisponível”, é porque a organização ainda não tem um ano de histórico no sistema. O comparativo com o mesmo mês do ano anterior é o mais justo (ele já inclui as sazonalidades, como as férias e as festas), e aparece assim que os dados existirem.

Leitura errada comum: olhar só a porcentagem. “-56%” assusta, mas se o mês anterior teve uma campanha grande, a comparação é com um mês excepcional. Sempre pergunte com o que estamos comparando.

Taxa de engajamento

Página da taxa de engajamento, com a fórmula e a comparação entre o ciclo anterior e o atual

A pergunta que responde: “De cada cem vezes que as publicações apareceram, quantas geraram uma reação?”

A conta está escrita na página: interações ÷ impressões × 100. No exemplo, 872 interações para 20.321 impressões dão 4,29%. No ciclo anterior foram 3,55%. A diferença é de +0,74 ponto percentual (p.p.).

Ponto percentual não é porcentagem. Passar de 3,55% para 4,29% é subir 0,74 ponto percentual. Em termos relativos, é um crescimento de cerca de 21%. As duas frases são verdadeiras, mas dizem coisas diferentes. O relatório usa p.p. de propósito, para não inflar a notícia.

Por que importa: a taxa mede qualidade da atenção. Um conteúdo pode ser visto por muita gente que passa direto, e outro por pouca gente que reage. A taxa separa os dois casos.

O que o exemplo ensina: neste mês as impressões caíram 56%, e a taxa subiu. Foram menos pessoas, mas mais interessadas. Isso pede uma leitura mais fina: a organização perdeu volume e ganhou afinidade.

Decisão que ajuda a tomar: decidir se o foco do mês seguinte é ampliar (alcançar mais gente) ou aprofundar (manter o público atual engajado).

Leitura errada comum: “taxa alta = mês bom”. Taxa alta com poucas impressões pode ser só um público pequeno e fiel. Olhe sempre a taxa junto com o volume de impressões.

Desempenho por canal

Um cartão para cada rede social, com publicações, alcance, impressões, interações, taxa de engajamento e score

A pergunta que responde: “Em qual rede estamos conseguindo resultado?”

Cada rede tem um cartão com os mesmos números do mês: publicações, alcance somado, impressões, interações, taxa de engajamento e score ponderado.

Exemplo: o Instagram teve 15 publicações, 10.590 de alcance, 853 interações e taxa de 4,28%. O Facebook teve 10 publicações, 403 impressões, 19 interações e taxa de 4,71%.

Por que importa: uma organização com pouca equipe não consegue estar bem em todas as redes. Este cartão ajuda a decidir onde concentrar o esforço.

Decisão que ajuda a tomar: manter, reforçar, reduzir ou reposicionar cada rede. No exemplo, o Instagram concentra quase todo o resultado; para o Facebook, a pergunta é se vale corrigir a medição ou dar a ele outro papel (por exemplo, divulgar eventos locais).

Leituras erradas comuns

  • “O Facebook tem taxa maior que o Instagram (4,71% contra 4,28%), então é melhor.” Com 403 impressões, 19 interações bastam para a taxa parecer boa. Uma taxa calculada sobre pouca coisa é instável. Compare o volume junto.
  • “Score 0 no Facebook quer dizer que ninguém reagiu.” Houve interações (19). O score ponderado depende das curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos informados um a um, e eles não vieram detalhados.

Tipo de conteúdo

Ranking das categorias de conteúdo, com o número de publicações, as impressões, o score ponderado e a taxa de eficiência

A pergunta que responde: “Que tipo de assunto funciona melhor com o nosso público?”

Cada publicação é classificada pela equipe em uma categoria editorial (no exemplo, Institucional e Serviço). A página ordena as categorias pelo score ponderado e mostra, para cada uma, o número de publicações, as impressões e a taxa de eficiência (interações por impressão).

Exemplo: “Institucional” teve 22 publicações, 18.151 impressões e score de 839 (eficiência de 4,31%). “Serviço” teve 3 publicações, 2.170 impressões, score de 83 (eficiência de 4,15%).

Por que importa: é aqui que a estratégia de conteúdo se confirma ou se corrige. Se o público reage mais a histórias de pessoas do que a avisos de serviço, isso muda a pauta do mês.

Decisão que ajuda a tomar: redistribuir as pautas entre as categorias, sem abandonar as que a organização precisa publicar por obrigação (prestação de contas, avisos).

Leitura errada comum: comparar o total de “Institucional” (score 839) com o de “Serviço” (83) e concluir que o público odeia serviço. Havia 22 publicações de um lado e 3 do outro. Compare a eficiência (4,31% contra 4,15%): são parecidas. A categoria menor só teve menos chances de aparecer.

Melhores publicações (top posts)

Os três cartões das publicações de maior destaque do mês, com alcance, engajamento e as visitas ao site

As fotos das publicações foram substituídas por imagens neutras neste manual.

A pergunta que responde: “Quais publicações foram as campeãs do mês, e o que elas têm em comum?”

O relatório mostra as publicações de maior destaque, com a imagem, a rede, o alcance, o engajamento e o link para ver a publicação original. As campeãs são escolhidas pelo score ponderado (curtida 1, comentário 3, compartilhamento 4, salvamento 3), e não pela quantidade bruta de reações.

Exemplo: a primeira colocada teve 114 de engajamento e a segunda teve 142. Mesmo assim, a primeira ficou na frente, porque suas reações pesam mais na conta (comentários, compartilhamentos e salvamentos valem mais que curtidas): 142 pontos contra 137.

Quando o site está ligado, o cartão traz uma linha como “levou N visitas ao site”. Ela diz quantas visitas o link daquela publicação trouxe, quando a equipe usou o link marcado.

Por que importa: é o material de estudo mais barato que existe. As campeãs mostram o que o seu público pediu, sem pesquisa e sem custo.

Decisão que ajuda a tomar: transformar o que funcionou em linha editorial. Se três campeãs falam de pessoas e de rotina, a organização pode criar uma série com esse jeito.

Leituras erradas comuns

  • “Vamos repetir a mesma publicação.” Repetir não funciona. Repita o ingrediente (o assunto, o tom, o formato), não o post.
  • “A campanha levou 1 visita (dividida entre 5 posts).” Quando uma campanha tem várias publicações com o mesmo link, o número é da campanha, não de cada post. Neste exemplo, as cinco publicações dividem uma única visita.

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