7. Boas práticas
Um relatório só vale o que as boas rotinas por trás dele permitem. Estas práticas se dividem em duas: as de quem produz o relatório e as de quem lê. Cada uma traz a consequência de não fazer.
Para quem produz o relatório
1. Marque todo link que leva ao site
Use o plugin V3RAnalytics para gerar o link marcado de cada publicação, e use o mesmo na biografia do perfil.
Por quê: sem a marcação, as visitas que vieram das redes aparecem como “acesso direto”, e o relatório diz que as redes trouxeram pouco, mesmo quando trouxeram muito.
Se não fizer: o relatório só consegue afirmar que “0% dos links estavam marcados e o número real é maior”. Ninguém consegue saber qual publicação funcionou. Veja Link marcado.
2. Dê um objetivo a cada campanha
Antes de publicar, decida o que a campanha quer: inscrição de voluntários, doação, contato. Aponte o link para a página específica desse objetivo, e não para a página inicial.
Por quê: quem chega à página inicial precisa descobrir sozinho o que fazer. No relatório de exemplo, 13 de 15 visitas entraram pela página inicial e ficaram cinco segundos.
Se não fizer: o relatório mostra muita atenção e nenhuma ação, e não dá para saber onde o caminho quebrou.
3. Publique com regularidade
Combine uma rotina que a equipe consiga manter (por exemplo, três publicações por semana) e cumpra-a mesmo nas semanas difíceis.
Por quê: buracos de uma semana inteira costumam derrubar o alcance do mês seguinte, e é mais fácil manter uma rotina modesta do que recuperar o ritmo.
Se não fizer: a queda de resultado parece mistério. O calendário do relatório mostra os buracos, mas a causa só se corrige na rotina.
4. Classifique as publicações e marque as atípicas
Preencha a categoria editorial de cada publicação e marque como atípica a que não representa a rotina (uma vaga muito compartilhada, um vídeo viral, uma crise).
Por quê: sem a classificação, as páginas de tipo de conteúdo e de picos atípicos ficam vazias ou enganosas.
Se não fizer: um único post viral infla a média do mês, e a equipe passa a ser cobrada por um resultado que não se repete. Veja Post fora da curva.
5. Revise o texto da inteligência artificial antes de enviar
A análise do relatório é redigida com apoio de IA, e você pode editar tudo na revisão. Confira se cada afirmação tem o número que a sustenta e se o texto avisa quando o dado é frágil.
Por quê: a IA escreve com segurança, mesmo quando o dado é pouco. Você conhece a organização e ela não.
Se não fizer: o relatório pode afirmar algo que a organização sabe que não é verdade, e é a sua equipe que assina o documento.
6. Atualize o número de seguidores e confira os zeros
Informe o número de seguidores todo mês e, antes de fechar, olhe cada zero do relatório: ele quer dizer “não foi medido” ou “não aconteceu”?
Por quê: o gráfico de seguidores zerado e o alcance 0 de uma rede (com impressões e interações) são dados que faltaram, e não fatos.
Se não fizer: o cliente conclui que a conta perdeu seguidores ou que uma rede “não entrega”.
7. Avise quando a medição do site começou no meio do mês
Se o site foi ligado ao sistema depois do início do ciclo, o relatório mostra “Medição desde” e não compara com o mês anterior. Diga isso ao cliente antes de enviar.
Se não fizer: o cliente lê os poucos dias medidos como se fossem o mês inteiro.
8. Envie o relatório só a quem deve ver
O link do relatório abre sem senha. Compartilhe com quem precisa e guarde onde o link foi enviado.
Se não fizer: quem receber o link por encaminhamento vê tudo. Se o link vazar, veja o que fazer.
Para quem lê o relatório
1. Compare com o mês anterior, e não com a vitrine
Um número só tem sentido contra outro: o mês passado, a meta, o que a organização consegue publicar. Prefira o comparativo “sem postagens atípicas” para medir a rotina.
Se não fizer: um alcance de 10 mil parece grande ou pequeno conforme o humor de quem lê.
2. Leia o conjunto, e não um número isolado
Alcance alto com pouca reação e muita reação com pouco alcance contam histórias diferentes. Cruze as páginas: redes, taxa de engajamento e site.
3. Escolha uma ou duas mudanças por mês
Das recomendações do relatório, escolha uma ou duas, dê a cada uma um responsável e um prazo, e confira no mês seguinte.
Se não fizer: cinco recomendações ao mesmo tempo costumam terminar em nenhuma.
4. Pergunte antes de concluir
Diante de um zero, de um mês parcial ou de uma queda grande, pergunte à equipe: “isso foi medido?”, “com o que estamos comparando?”. A resposta quase sempre muda a conclusão.
5. Trate número pequeno como indício
Com 15 visitas, 3 publicações ou 1 conversão, uma pessoa ou um post muda a porcentagem. Só tire conclusão firme quando o volume permitir.
6. Combine medir com produzir melhor
O relatório mostra o que funcionou. Para fazer mais disso com menos esforço, a RIT oferece um curso gratuito, indicado em Como ler o seu relatório.
Os dez cuidados, em uma página: Os dez cuidados antes de concluir.